Acabam de completar 12 horas desde o instante em que desliguei o telefone.
Posso afirmar que não fiz muito durante esse longo espaço de tempo, apesar de cada segundo ter custado a passar. Minha única companhia que restou desde então foram as lembranças, e isto não era um consolo. Minha mente remoia cada pequeno detalhe, cada frase dita, cada suspirar e espaço entre palavras usadas naquela conversa. Construía e desconstruía cada segundo, cada instante. Sem parar.
Não me resta muita fala agora, nem muito pensamento. O que me resta é uma certeza vaga de que as coisas mudaram, os tempos são outros e que de um jeito ou de outro, devo me acostumar a isso daqui pra frente.
Mas se a vida fosse um filme, a cena final seria o desligar daquele telefonema. E pronto! Teria sua beleza e encanto, ainda que fosse um final triste... ou feliz talvez, pois eu que estaria escrevendo o meu próprio roteiro. Mas a vida não segue roteiros, talvez essa seja sua beleza natural. A vida não termina num desligar de telefone, ela continua independentemente de qualquer telefonema, qualquer partir de coração, qualquer desejo incontrolável de eternizar uma cena ou de simplesmente terminar o filme. A vida continua, com seu arrastar de razões, de aprendizados...
E agora, o telefone toca novamente...
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